Para o economista José Márcio Camargo, da Opus Gestão, a medida mais importante tomada na reunião do G20 foi a que fortaleceu o FMI (Fundo Monetário Internacional) com US$ 750 bilhões.
Esse dinheiro será usado para combater os efeitos da crise no Leste Europeu e evitar que a situação se agrave entre os países emergentes. Ou seja, a principal medida da reunião foi evitar que esse foco da crise se tornasse ainda pior, comprometendo o quadro como um todo.
- De efetivo, a reunião foi importante por dar mais poder ao FMI. Os países do Leste Europeu serão os primeiros a pedir dinheiro ao fundo, que estava sem condições de ajudar. Esse países estão com dívidas enormes em euro e se não conseguissem recursos levariam problemas também às principais economias da Europa, agravando a situação em todo o mundo - afirmou.
Segundo Camargo, a Europa não poderá seguir o caminho americano de expansão de gastos e taxas de juros zeradas para combater a recessão. Isso teria ficado evidente na decisão do BCE de cortar juros em 0,25 p.p., abaixo do que previa o mercado.
- A Europa é pulverizada. Existem países com situação fiscal controlada e outros não. E isso é um impeditivo para o BCE baixar juros. Ele não tem garantia de que os gastos dos governos serão controlados - afirmou.
Sobre o Boletim Focus divulgado hoje pelo Banco Central, Camargo destacou que pela primeira vez a projeção para o IPCA de 2010 ficou abaixo de 4,5% no ano, caindo para 4,46%.
Ele acha que será muito difícil que a economia não entre em recessão pelo conceito clássico, ou seja, acredita que o PIB do 1º trimestre deste ano será negativo, a exemplo do que aconteceu no 4º trimestre de 2008.
Fonte: Miriam Leitão
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