sexta-feira, 3 de abril de 2009

Com mais dinheiro, mercado pode voltar a tomar risco

O aporte de trilhões na economia mundial e o dinheiro para o FMI ajudar países com dificuldade deve fazer com que os agentes financeiros voltem a tomar risco nos empréstimos e operações. Essa é a opinião do economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio Leal. Vale lembrar que a aversão ao risco fez com que os empréstimos internacionais secassem no fim do ano passado.

- Não adianta ter só boa vontade. O resultado da reunião do G-20 surpreendeu e o mercado precisa de fatos surpreendentes para retomar o otimismo. O resultado é uma boa sinalização e deve fazer com que os agentes voltem a tomar risco. Só assim a roda vai girar - disse ele.

Segundo Luís Otávio, a reunião surpreendeu positivamente porque não se esperava nada de concreto, talvez uma carta de intenções, mas nada prático.

- Neste momento, as coisas têm de ser surpreendentes. Se esperava um 'não-encontro' e veio a sinalização de mais dinheiro para o FMI ajudar países. E a ajuda deve ir em grande parte para o Leste Europeu, que está quebrado, com o sistema financeiro privado todo endividado.

Para ele, a situação dos países do Leste Europeu é uma mistura de Coréia, durante a crise da Ásia, e Argentina, quando da desvalorização dos nossos vizinhos: sem ajuda, não sai do buraco.

- Essa ajuda vai ser muito importante, porque o sistema bancário do Leste Europeu ia entrar em colapso e levaria a Europa toda junto - disse Luís Otávio.

Fonte: Miriam Leitão

Nenhum comentário: