segunda-feira, 28 de julho de 2008

O Julho perdido

Mais uma semana do mês de julho se passou e o que ela trouxe foi a imagem de um mercado brasileiro que já não está mais descolado dos mercados internacionais. Ao final da quinta-feira da semana passada, nosso mercado finalmente adentrou o Bear Market (expressão utilizada para caracterizar o mercado em tendência de baixa), acompanhando os índices ao redor de toda a europa e estados unidos, que já estavam vivenciando o mercado do urso. A semana até começou com uma pequena reação mas os dados macroeconômicos da maior economia mundial esfriaram os ânimos dos investidores e trouxeram novas perdas às bolsas de todo mundo. No brasil, além do reflexo pela queda brusca dos preços de commodities nos mercados internacionais (metálicas e petróleo) o COPOM acertadamente (ou nao?) optou por aumentar a intensidade da elevação da taxa selic (taxa de juros básicos da economia nacional) de 50 bps para 75 bps (base points). Como existe um tradeoff entre taxa de juros e bolsa de valores, o aumento na taxa refletiu quedas bruscas no ibovespa, o qual perdeu o suporte em 58.000 pontos.









O que dizem os gráficos?

Com a perda do suporte em 58.000 pontos, o ibovespa possui agora apoio em 56.300 (suporte não muito forte) e 52.900 pontos (faixa dos 53 mil, um ponto muito forte de suporte).

O rompimento dos 58 mil pode ter sido falso, haja vista que o IFR formou uma leve divergência de alta, o que dá indícios de que a queda nos preços pode nao ter sido verdadeira e que haverá uma recuperação da bolsa nacional em muito breve.

O saldo de volume (OBV) continua indicando acumulação (indício de alta para médio e longo prazo), pois apesar da queda nos preços e na pontuação do índice, os dias de alta tem mais volume que os dias de baixa (sinal de compradores no mercado e nao vendedores).

O gráfico semanal do ibovespa dá os primeiros sinais de exaustão de baixa no estocástico, prometendo dias melhores caso o mercado suba durante esta semana. Fibonacci indica que temos chão para caminhar até os 65 mil pontos caso os ânimos melhorem e, se a coisa ficar feia, iremos testar os 53.000. Está mais para a alta (repique) e o suporte em 53 deve ficar mais para o final do ano.

Observem a projeção que fiz no gráfico semanal. Um V invertido em vermelho, indicando que pode haver a futura formação de um O-C-O no gráfico semanal, com linha de pescoço em 53 mil pontos que, se rompida, nos projetaria para a base de fibonacci em 32 mil pontos. Parece o prenúncio do caos e só acontecerá se as economias dos desenvolvidos se deteriorarem muito daqui pra frente.
Nos EUA, estocástico sinalizou compra para o médio prazo, histograma de MACD indicou divergência de alta para o médio prazo, MACD está indicando alta de curto prazo e o IFR está dando sinais de leve divergência altista. O único problema está no estocástico, o qual está sinalizando mercado em área de sobrecompra no curto prazo (ao longo desta semana que começamos). OU SEJA, mais sinais bons do que ruins, o que pode dar um alívio às bolsas dos EUA e consequentemente dar força à nossa busca pelos 65 mil pontos. Para os states, a proxima resistencia de peso está em 11.800 que, se vencida, abre avenida para teste dos 12.500 (topo do canal de alta).
No Brasil, ainda estamos bem para os próximos anos! Ainda...

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