segunda-feira, 21 de julho de 2008

Alívio ou Virada?

Os meses de junho e julho até agora foram péssimos para as bolsas. Quedas atrás de quedas, muita gente vendo seus ativos derreterem e o pânico tomando conta dos mercados. A situação nos Estados Unidos deteriorou-se com a queda no consumo e produção industrial agregada, aliada ao crescente desemprego e persistente inflação ao produtor e consumidor. Para piorar o quadro, o teimoso do petróleo não parava de subir. Não parava...

Há duas semanas as cotações do ouro negro parecem ter perdido completamente a força propulsora que impulsionava as seguidas altas. Depois de bater recordes atrás de recordes, creditados por muitos especialistas de mercado a uma "bolha especulativa", as cotações despencaram vertiginosamente, do topo em US$ 147,00 para aproximadamente US$ 129 na última sexta-feira. Na mesma toada, os preços das commodities metálicas também deram trégua e arrefeceram ao longo das últimas semanas.

A baixa no preço das commodities estratégicas aliadas a alguns bons resultados trimestrais corporativos (por incrível que pareça, na atual situação em que todos estão "preparados para o pior", qualquer notícia que não seja ruim já é encarada com alívio e subidas diárias eufóricas) parecem ter dado certo fôlego às bolsas, que podem caminhar bem nessas últimas semanas de julho e continuar o movimento de recuperação em agosto.

É o que dizem os gráficos. Vamos a eles:







VALE5: O movimento de queda da vale abriu 3 gaps. Primeiro, um gap de corte no topo. Depois um gap de continuidade no 3/4 do movimento de queda. Por último, quinta e sexta, um gap de exaustão que parece ser uma ilha de reversão (figura gráfica que indica fundo ou topo de um movimento). Para reforçar a visão de que o papel bateu no fundo, a vale5 formou fundo duplo quando atingiu 39,90. Este ponto é um forte suporte, o que pode ser um divisor de águas entre uma boa recuperação dos preços dos papeis e uma queda muito maior. Está com cara de recuperação.
Contando de hoje até o final do ano, a vale5 é minha top pick para 2008.
Ibovespa: Gráfico diário sinalizou exaustão de baixa no MACD. Semana passada o índice resistiu bem ao suporte de 58.000 pontos e dá sinais de força para caminhar até os 66.000 ao longo de julho e agosto. No semanal o estocástico de 8 períodos inflexionou e, se esta semana for de alta (mesmo que pequena), sinalizará compra para os pregões de agosto. A preocupação fica por conta do Ombro-Cabeça-Ombro que o índice está armando (figura de reversão de movimento, que neste caso seria de reversão da alta dos últimos 2 anos para uma queda prolongada por mais alguns meses de 2008, com objetivo de queda até os 44.000 pontos). Torçamos para que a figura não se concretize.
Dow Jones: Rico em informações. Formou em junho a mesma figura que tememos que se forme no ibovespa. Projeçao da queda é até 9.800 pontos, mas no médio prazo. Depois de ter caído muito nas últimas semanas, está dando indicação de recuperação de curto prazo. Tem chão para subir até os 11.900 e, em uma correção mais forte, aos 12.500 pontosPrimeira resistência em 11.550, segunda em 11.750.
Índice está claramente trabalhando em um canal de baixa. Tocou o fundo do canal na semana passada. Pode-se perceber que toda vez que o índice tocou o fundo ou topo do canal, o MACD indicou reversão do movimento (Circulos pretos). Pode ser que estejamos prestes a ver uma reversão da última queda para uma boa subida.
IFR reforça a boa chance de subida de curto prazo, pois indicou divergência de alta entre ele e o gráfico de preços (pequenas linhas vermelhas).
Eu vejo alívio, mas virada só ano que vem. A tendência primária instalada nos mercado mundiais é de Bear Market (mercado de baixa). Aqui ainda estamos em Bull Market (de alta), mas os próximos 6 meses não vão ser nada fáceis.
E QUE VENHA A VOLATILIDADE!


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