domingo, 17 de agosto de 2008

Em suas marcas!

Saldo da semana passada:

DOW JONES

Realmente ocorreram as anunciadas quedas de curto prazo e o suporte em 11.500 pontos foi respeitado (ver postagem "mercado irracional", da semana passada).

BOVESPA

Foi buscar durante a semana o suporte da faixa dos 53 a 54 mil pontos, sem nenhuma novidade em relação às semanas anteriores. O movimento de baixa teve continuidade, com volume abaixo da média diária deste ano.

Para semana que vem:

DOW JONES

O movimento continua dentro da cunha ascendente (linhas vermelhas), com suporte em torno dos mesmos 11.500 e a resistência da figura em 11.800 pontos.

No gráfico diário, estocástico continua indicando alta para os próximos dias, porem com a luz amarela acesa (está ingressando em área de sobrecomprado). MACD também mantém os sinais de alta de curto prazo e está atravessando a linha central que divide a parte positiva e negativa do MACD, fato que pode dar mais força ao movimento de alta das últimas semanas.

No gráfico semanal, a torcida para que os sinais se concretizem. O estocástico, apesar de estar ingressando também em zona de sobrecomprado, continua bom. Se esta semana que se inicia for de alta no índice norte-americano, o MACD promete trazer alívio a NY. Está muito próximo do cruzamento para cima das linhas azul e vermelha (seta preta), o que deflagraria tão esperada exaustão de baixa.

A volatilidade têm, aos poucos, caído. Pode vir dai o alívio para os brasileiros...



Suporte - 11.500
Resistências - 11.800 / 12.000 / 12.600

BOVESPA
Nossos sinais não estão tão bons quanto os americanos. Ao longo dos últimos dois meses cresceu consideravelmente a famosa "aversão ao risco". Apesar de estamos enfrentando uma época de solidez econômica, a aversão ao risco afeta a todos e em maior grau os países em desenvolvimento.
O gráfico diário está prontinho para levantar vôo, falta apenas que os ânimos se acalmem ao redor do mundo e o apetite por risco comece a crescer. Estocástico em zona de sobrevendido e MACD próximo a sinalizar exaustão de baixa. Os preços estão muito próximos ao importante suporte de 53011 pontos, a mínima intraday de 2008. É um ponto de grande probabilidade de repique, mas no atual contexto, perder o suporte nao está descartado. Primeira resistencia no topo da cunha de alta em vermelho, 56.300. Rompida a cunha, projeção para 61.000.
No gráfico semanal observa-se estocástico também em faixa de sobrevendido. São sinais bons mas nao suficientes para sustentar uma alta do índice. Falta um catalizador externo (sinais de melhora da inflação mundial, retomada do crescimento nos eua, grandes bancos internacionais trazendo novamente capital estrangeiro ao pais, etc).
Suportes: 53011 / 49000
Resistências: 56.300 / 58.000 / 61.000 / 62.800 / 66.000
Um dia, em meio a um de tantos Bear Markets que a humanidade já enfrentou, alguém disse:
"When i said they were a bargain, i didn`t mean for you to buy them."


RAFAEL Z. CORONA - ESAG TRADER
Nós, da ESAG TRADER, declaramos que a presente análise destina-se somente à informação dos leitores deste blog, nao se caracterizando por oferta de compra ou venda de qualquer título mobiliário. Declaramos também que as informações aqui veiculadas refletem tão somente as opiniões pessoais dos membros da ESAG TRADER, tendo sido elaborado este relatorio de forma autônoma a independente. Qualquer decisão de investimento deve ser baseada nas informações públicas existentes sobre os referidos títulos ou índices de ações, tendo este blog a mera finalidade de difusão de opiniões pessoais.

16 comentários:

Felipe Seitz Bento disse...

Corona,
Esse suporte de 53.000 eu acredito que realmente será muito forte. Além de representar o ponto mínimo do ano, se traçares um Fibonacci no ombro-cabeça-ombro que se formou, com um dos suportes na linha do pescoço, o suporte seguinte será exatamente no nível dos 53.000. Vale a pena fazer o teste. Parece mágica! haha
Abraços,
Bento

ESAG Trader disse...

Exatamente! Quando o indice rompeu os 58 mil, uma das ferramentas que utilizei para achar o novo suporte foi justamente o fibonacci.

Se o mercado realmente fechar com esse patamar de alta de hoje (1,2% ou mais), teremos mais dois indicios de reversao de tendencia: preços respeitando o suporte e martelo no gráfico de candles.

O IPC-S mostrou nova desaceleração da nossa inflação. Pequenos e bons sinais...

Rafael Z. Corona

Felipe Pimentel disse...

Amigos,
Talvez teremos mais um dia bom hoje!!!
Ontem fiz 11% na BMEF3, no seu ultimo dia de pregao...

São Paulo, 20 de agosto de 2008 Maioria das bolsas asiáticas encerra o
pregão de hoje em alta, impulsionadas pela China e por Hong Kong na especulação
que o governo chinês irá introduzir medidas para agilizar o crescimento
econômico. De acordo com uma pesquisa chinesa da JPMorgan Chase, tais medidas
incluem corte de taxas, estabilização do mercado de capitais e estimular o
mercado imobiliário.

Felipe Pimentel disse...

MERCADO ÁSIA: Bolsa de Xangai fecha em alta de 7,63%


São Paulo, 20 de agosto de 2008 - O índice Xangai Composto, o principal da
bolsa de valores de Xangai, encerrou o dia em alta de 7,63%, com 2.523,28
pontos, 178,81 a mais que no pregão anterior.


PL / Agência Leia

Felipe Seitz Bento disse...

Pois é Pimentel. Mas será só mais um repique de curto prazo? Ou a bolsa vai respeitar o suporte dos 52000/53000 pontos?
Outro ponto... Estava olhando o gráfico da BTOW3 e ela está formando um triângulo equilátero de 3, 4 meses. Será novamente o Bento vendo figuras inexistentes ou teremos uma boa alta do papel caso rompa o triângulo?
Abraços,
Bento

ESAG Trader disse...

Não está descartada a hipótese de um repique, mas o movimento ganha força se o ibovespa ultrapassar a barreira dos 55.600 pontos (LTA). Nesse caso, tem espaço livre para caminhar até os 57.800 pelo menos (divisor do Bear/Bull Market).

Mantendo-se a alta de hoje, o gráfico formará um pivot nos candles, um sinal de reversão de movimento. Ajudam os fatos de estarmos com indicadores bons e osciladores sobrevendidos.

Bento, realmente a BTOW3 tem estreitado os preços ao longo dos ultimos meses. Quando romper a figura pode iniciar um movimento bom. Dependemos do humor estrangeiro...

Mais um bom sinal macroeconômico:

O último IGP-M demonstrou deflação de 0,14%.


Rafael Z. Corona - ESAG TRADER

Felipe Pimentel disse...

Eh amigos,
Como previsto, um dia de CHINA no brasil!!!!

Simplesmente perfeito...18% em BMEF3 que virou BVMF3 em 2 dias !!!!!

hehehehe
alem disso recuperei um pouco da carteira...VAMO VAMO VALE!!!!

Felipe Seitz Bento disse...

O que me traz esperança para os papéis de consumo é justamente a desaceleração da inflação (e deflação). Acredito que podem ser bastante beneficiadas.
Quanto aos ganhos de ontem, eis a dúvida. Vender ou manter? No meu caso (estou com VALE5 e USIM5) eu estou colocando stops bem curtos. Não sei se é a estratégia certa, mas depois de tudo o que perdi (aprox. 25% em menos de 2 meses), é a minha alternativa para tentar a recuperação.

Felipe Pimentel disse...

Bom,
Parece que o dia hoje será muito volatil, tendendo ao negativo.
Bolsas da asia em queda, muitas acima de 2% (XANGUAI - 3,5%).

Sairam alguns indices bons no REINO UNIDO, As vendas no varejo no Reino Unido avançaram
mais do que o previsto em julho, após terem retraído em junho no maior ritmo
mensal desde quando a medição começou em 1986.

As vendas avançaram 0,8% em julho, na comparação com o mês anterior, informou
hoje o escritório nacional de estatísticas National Statistics. Economistas
previam um recuo de 0,3%, após a queda de 3,9% registrada no mês anterior. Entre
maio e julho, o índice avançou 0,7%.

Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice subiu 2,1% em julho, após alta
de 2,2% em junho em igual base de comparação. Economistas esperavam avanço de
1,8% na comparação com igual mês do ano passado.

A média dos valores das vendas somou 5,2 bilhões em julho, alta de 3,8% na
comparação com o mesmo mês do ano passado.


Paula Sambo / Agência Leia


Agora é aguardar...

Felipe Pimentel disse...

Na Ásia, o Sumitomo Mitsui Financial Group registrou uma queda de 2,1%, após o
HSBC cortar taxas para baixo. Isso também refletiu no Resona Holding, que
perdeu 1,5%. Já no setor do petróleo, a maior exploradora japonesa da commodity,
Inpex Holding, subiu 2,7%, impulsionado pela alta no preço do petróleo.O
Mitsubishi Corporation apresentou alta de 2,3%, enquanto a companhia Santos
avançou 5,7%, após divulgar o crescimento de seus lucros neste primeiro
semestre. Em Sydneu, a segundo maior companhia de mineração do mundo, OZ
Minerals, teve alta de 7,9%.

Em Tóquio, o índice Nikkei 225 encerrou em queda de 0,77%, com 12.752,21
pontos, 99,48 a menos que no pregão anterior.

O Xangai Composto, o principal da bolsa de valores de Xangai, fechou em queda
de 3,63%, com 2.431,72 pontos, 91,57 a menos que no pregão anterior.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng encerrou em queda de 2,58%, com 20.392,06
pontos, 539,20 a menos que no pregão anterior.

O índice Kospi, o principal da bolsa de valores de Seul encerrou em queda de
1,83%, com 1.512,59 pontos, 28,12 a menos que no pregão anterior.

Confira abaixo o fechamento das principais bolsas do mercado asiático:

Tóquio (Nikkei 225) -0,77%
Hong Kong (Hang Seng) -2,58%
Seul (Kospi) -1,83%
Kuala Lampur (KLSE) -0,17%
Bangcoc (SET) -1,96%
Jakarta (JKSE) +090%
Xangai (SSEC) -3,63%



PL / Agência Leia

Felipe Pimentel disse...

21/08 09:39 LEIA (CMA) Nr. 1315200063
(GER,IND)
IBGE: Taxa de desemprego sobe 7,8% em junho para 8,1% em julho

São Paulo, 21 de agosto de 2008 - O Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) informou há pouco que a taxa de desocupação na população
brasileira passou de 7,8% em junho para 8,1% em julho, registrando uma leve alta
de 0,3 ponto percentual. Já em comparação a julho do ano passado, a taxa caiu
1,4 ponto percentual (9,5%). No total, o órgão aponta que há no Brasil 1,9
milhão de trabalhadores desocupados.

A população ocupada (PO), por sua vez, ficou estável em relação a junho, mas
cresceu 4% na comparação com julho de 2007, chegando a 21,7 milhões de
pessoas.

O número de trabalhadores com carteira assinada também subiu na comparação
com julho do ano passado em 7,8% chegando a 43,8% da população ocupada. Na
comparação entre julho e junho deste ano, o número permaneceu estável.

Em julho, o rendimento médio real do trabalhador brasileiro ficou, segundo o
IBGE, em R$ 1.224,40, estável em relação a junho. Na comparação com julho de
2007, o instituto aponta uma recuperação de 3% nos ganhos.

Em relação a julho de 2007, os setores que mais empregaram foram: indústria
extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (5,8%)
serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação
financeira (4,9%)e educação, saúde, serviços sociais, administração pública,
defesa e seguridade social (4,4%).

Mário Quinderé, Bruno Azevedo, Suzana Inhesta / Agência Leia

Vitor disse...

Será o que acontecerá hoje?Ainda não abriu a BOVESPA, mas praticamente todas as bolsas na ásia estão caindo... Entre os destaques do dia, está a oratória do Bernanke... E a notícia positiva foi o IPCA 15 que está desaquecendo...Eu continuo pessimista, acredito que o IBOV ainda pode chegar nos 45.000, mas nada impede de ele testar a resistência de 57.900...

Felipe Pimentel disse...

Ta ai a resposta vitor...
Acho que vai ser um bom dia, principalmente se as commodities se manterem... ja chegamos a 56.300 no começo do pregao

ções de Lehman Brothers disparam 11% no pré-market dos EUA

Por: Equipe InfoMoney
22/08/08 - 09h50
InfoMoney


SÃO PAULO - Na manhã desta sexta-feira (22), os contratos futuros dos principais índices de ações norte-americanos negociados na Chicago Mercantile Exchange, como o S&P 500 e o Nasdaq 100, indicam uma abertura em leve alta das bolsas dos EUA.

O banco estatal sul-coreano Korea Development Bank afirmou que está disposto a adquirir o Lehman Brothers. Como conseqüência, os papéis da instituição financeira norte-americana disparam 11% nas negociações que precedem a abertura de Wall Street.

Adicionalmente, os papéis da Ford sobem 1,7%, enquanto os da General Motors operam com valorização de 1% no pré-market, ambos influenciados pela queda de 1,1% do petróleo em Londres. O óleo bruto possui correlação negativa com as ações das automobilísticas.

ESAG Trader disse...

O índice iniciou esta semana uma correção da queda brusca dos 74.000 aos 52.000 pontos. Ainda estamos longe de ter indicação de reversão da tendencia de médio prazo
(que atualmente é de baixa), mas essa correção tecnica pode nos levar novamente a patamares pre investment grade (63 a 65 mil pontos). A principio, resistencia nos 58 mil.

Rafael Z. Corona

Vitor disse...

Análise técnica a parte, qual a visão de vocês sobre essa crise diplomática entre EUA e Rússia?

A Rússia ontem anunciou sua saída da OTAN, como uma resposta a instalação de escudos antimísseis na Polônia. Além disso, o Putin decidiu exportar menos Petróleo para a Europa Ocidental... To com medo que essa crise pode piorar e o preço do petróleo ainda pode ir pra U$ 200,00

ESAG Trader disse...

Vitor,

vários fatores me levam a crer que o petróleo não irá tão cedo buscar os US$ 200,00 por barril:

1) Desaquecimento moderado das Economias dos EUA, Europa e Japão. (redução da demanda agregada)

2) Recorrente aumento da produção mundial de petróleo que tem sido verificado.

3) Redução da especulação com commodities, dentre elas o petroleo, resultado do desaquecimento mundial.

4) Expansão dos biocombustíveis.

5) O preço atual pelo qual o petroleo está sendo negociado (115,00 , bem longe de 200,00)

Nao sei por quantos % da produção mundial a Russia responde, mas suponhamos que seja por 25%:

Com o barril a US$ 120,00 , um corte total de fornecimento de petroleo russo faria com que o preço saltasse 33%, ou um terço a mais do que agora, para US$ 160,00

A Russia precisaria ser produtora de algo em torno de 40% do total mundial para fazer com que o preço fosse a US$ 200,00 num lapso pequeno de tempo. (claro que isso nao leva em considerações todos os outros fatores que influem nos mercados, so um calculo matematico basico).

Hoje um desses grandes fundos de Hedge internacional publicou previsão de petroleo a US$ 80,00 em até 12 meses daqui pra frente.

Abraços,

Rafael Z. Corona